Eu, Mário Carvalho, cenógrafo de vários trabalhos e premiado em muitos destes venho protestar sobre o que vem ocorrendo nos festivais de Teatro.
Os organizadores estão aceitando pessoas que não são credenciadas e nem conhecedoras dos propósitos de cenografia. Já por duas vezes permitiram que o grupo Teatrando com a peça “O caso dos Pirilampos” de São João Nepomuceno, de categoria infantil, ultrapassassem os limites de palco com o seu cenário, invadindo, assim, o público. Estão confundindo cenário de palco com carro alegórico.
Conversando com vários cenógrafos e diretores, percebemos que todos estão indignados com este disparate, ou equivoco, como queira.
Queremos somente que as Direções de outros festivais não aceitem tal coisa e que todos os grupos e jurados estejam cientes disto, e que não confundam carnaval com teatro, são coisas bem diferentes.
Peço aos leitores desta coluna que dêem sua opinião sobre este assunto, e que não tenham receio em assinar, pois a Arte do Teatro tem que sobreviver dentro dos moldes iniciais.Não podemos permitir que as regras de cenografia sejam modificadas por devaneios de pessoas desinformadas quanto aos princípios básicos de cenografia.
Venham! Vamos lutar por uma tradição em respeito aos espetáculos.